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COPINGMECHANISM

2022 •

Roc Nation

8.0
Se Lately I Feel EVERYTHING já era um disco de qualidade que mostrava o quão ela se dá bem com o rock, COPINGMECHANISM mostra de forma ainda mais concreta a habilidade da cantora para elaborar ótimas canções do gênero.
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COPINGMECHANISM

2022 •

Roc Nation

8.0
Se Lately I Feel EVERYTHING já era um disco de qualidade que mostrava o quão ela se dá bem com o rock, COPINGMECHANISM mostra de forma ainda mais concreta a habilidade da cantora para elaborar ótimas canções do gênero.
28/10/2022

Nos últimos tempos, o rock está ficando em alta, e, assim, vários artistas estão utilizando do gênero, especialmente do punk-rock, em seus trabalhos artísticos. WILLOW foi uma das cantoras que entraram para essa trend ao lançar lately i feel EVERYTHING, de 2021, no qual ela entregou um bom álbum que mostrou ela como um dos nomes mais interessantes dentre os que surfaram nessa onda.

Após essa mudança sonora para entrar nessa tendência que deu certo, WILLOW decide novamente utilizar do rock em seu novo disco, porém diferentemente de lately i feel EVERYTHING, que usava do punk-rock, em seu novo álbum, a artista não queria se limitar a explorar esse gênero apenas no que está fazendo sucesso, mas sim fazer uma exploração melhor aprofundada deste. E, assim, ela conseguiu fazer a utilização desse ritmo de maneira extremamente excepcional. Se seu registro lançado em 2021 já era um trabalho artístico de qualidade que mostrava o quão ela se dá bem com o estilo musical, <COPINGMECHANISM> mostra de forma ainda mais concreta a habilidade da cantora para elaborar ótimas canções rock.

Essa melhora em comparação ao seu projeto artístico anterior pode ser vista em muitos pontos. Um dos principais fatores que tornavam lately i feel EVERYTHING um dos melhores lançamentos musicais dessa tendência do pop-rock é a sua produção. Se em seu quarto disco isso já era algo que se destacava bastante, <COPINGMECHANISM> consegue impressionar de forma ainda maior o ouvinte nesse quesito. Olhe, por exemplo, para “<maybe> It’s My Fault”, o trabalho dos produtores nela torna-se fascinante ao utilizar surpreendentemente de elementos como, em especial, os fortes riffs de guitarras de metal, enquanto que em “Perfectly Not Close To Me”, Chris Greatti, junto à Yves Tumor, elaboram a música mais diferente ao restante do projeto nesse aspecto, trazendo um uso maior de sintetizadores,  resultando em uma das faixas de maior destaque na maneira que foi produzida.

Em Lately I Feel EVERYTHING, um dos pontos em que podia perceber grandes erros era na forma que WILLOW usava de sua voz, em muitos dos momentos sua performance vocal soava desinteressante e, até mesmo, bastante desagravel em certas canções, como “F**K YOU”. Em <COPINGMECHANISM>, no entanto, percebe-se uma evolução considerável nesse aspecto em comparação ao seu disco anterior, em “Falling Endlessly” e “Curious/Furious”, por exemplo, a artista canta de maneira adorável, enquanto que, em “<maybe> It’s My Fault” e “<Coping Mechanism>” é entregue uma performance intensa e poderosa.

Até em sua lírica é possível ver uma grande melhora em relação, não apenas a Lately I Feel EVERYTHING, mas também ao restante de seus projetos artísticos, pois, embora não traga algo de excelência nesse aspecto, o disco conta com suas letras mais pessoais e bem escritas. “<Maybe> it’s my fault” é um bom exemplo da qualidade do lirismo do projeto. Nesta, a artista fala, por meio de ótimas composições, sobre seus problemas em relacionamentos amorosos e como tendemos a culpar outras pessoas por nossas mágoas quando, muitas vezes, temos certa culpa nisso (“It’s all in my mind, it’s all in my mind, I try to rewind / And all of the while, I’m hurtin’ inside / It’s your fault / Maybe it’s my fault”). 

Ao escutar a discografia de WILLOW, algo possível de notar é que todos os seus álbuns, até mesmo seus piores, tal qual o Ardipithecus, de 2015, contam com ideias muito interessantes, no entanto, muitos de seus trabalhos artísticos, ainda que intrigantes, não conseguiam atingir um nível de qualidade tão alto pela presença de inúmeros erros. Mas em <COPINGMECHANISM>, felizmente, não percebe-se os problemas vistos em seus registros anteriores, os quais impediam a artista de trazer algo de excelência. Em <COPINGMECHANISM>, a cantora aparece entregando uma significativa evolução em relação ao restante de seus discos em diversos pontos, sendo o quinto álbum de estúdio de Smith seu melhor até então.

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