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"Borderline"

2023 •

Pretty Swede Records

Apesar de não trazer nenhuma novidade para a indústria e para sua discografia, “Borderline” é uma ótima forma de estender a vida útil do álbum “Dirt Femme” e se manter atual ao mercado fonográfico

"Borderline"

2023 •

Pretty Swede Records

Apesar de não trazer nenhuma novidade para a indústria e para sua discografia, “Borderline” é uma ótima forma de estender a vida útil do álbum “Dirt Femme” e se manter atual ao mercado fonográfico
25/02/2023

Comumente, novos artistas do pop mainstream, que atingem um grande público no começo de suas carreiras, caem no esquecimento do público e entram em um limbo comercial em pouco tempo de estrada. Desde 2014, quando a faixa “Habits (Stay High)” atingiu o topo das paradas internacionais, Tove Lo se compromete em se reinventar e surpreender seu público, a fim de não se tornar uma “one-hit-wonder” — ou seja, uma artista de sucesso único. Com o lançamento de “Borderline”, a cantora e compositora sueca comprova que, quase uma década após seu primeiro grande sucesso, ainda possui as habilidades necessárias para criar muitos outros.

Antecedendo um possível relançamento para seu último álbum, Dirt Femme, Tove Lo lançou a faixa “Borderline” em meio a turnê promocional do disco, mantendo a sonoridade retrô e temática lírica do projeto. Co-escrita por Dua Lipa, o single possui uma narrativa envolvente, mas não inovadora, e um refrão viciante. Mesmo se mantendo redundante, ao considerar o teor lírico do projeto, o single consegue superar boa parte do repertório já lançado e facilmente se torna uma das melhores canções do disco. Dentro desses parâmetros, a canção se equipara a outras, como “Call On Me” e “2 Die 4”, em termos de composição e arranjos.

A canção veio acompanhada de um videoclipe criativo e igualmente envolvente, o que mostra que a artista está dedicada em manter a identidade visual criada para seu trabalho mais recente. É fato que Tove Lo não é uma das artistas mais inovadoras de sua geração, mas sua competência e seu comprometimento com a música pop, e ainda mais com as vertentes que casualmente flertam com a música eletrônica, é o que a tornam uma verdadeira artista, com seus erros e acertos.


Apesar de possuir uma sonoridade agradável e tornar o projeto coeso, “Borderline”, infelizmente, soa redundante e repetitiva dentro do álbum. O único diferencial da faixa, que já se tornou um padrão na discografia da sueca, é a sua produção, dessa vez assinada pelo grupo The Struts, que também produziu o single “No One Dies From Love”, parte do álbum Dirt Femme. Pode ser até considerada como um “presente” aos fãs, já que, definitivamente, não acrescenta muito no vasto catálogo da estrela. É notável que, ao seguir essa fórmula (produção + composição + elementos visuais, todos sempre coerentes com o disco), Tove nunca cairá no esquecimento. Por fim, “Borderline” é exatamente o que se espera de um single da Tove Lo: uma canção divertida, nem sempre inovadora, por vezes dançante, mas sempre produzida com excelência.

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