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"Anti-Hero (feat. Bleachers)"

2022 •

Republic

"Anti-Hero", de Midnights, perde todo seu matiz com o alvejante de Jack Antonoff em seu novo remix.
Taylor Swift - Anti-Hero (feat. Bleachers)

"Anti-Hero (feat. Bleachers)"

2022 •

Republic

"Anti-Hero", de Midnights, perde todo seu matiz com o alvejante de Jack Antonoff em seu novo remix.
10/11/2022

Dourado foi a cor com que Midnights nasceu para o mundo. O álbum que quebrou incontáveis recordes, recebeu aclamação universal e considerável recepção pelos fãs teve “Anti-Hero” como primeiro single, uma faixa de new wave, nostálgica e reflexiva, na qual Taylor Swift reflete e expõe suas próprias inseguranças, medos e coisas que a assombram à noite para todos. O seu novo remix, com o projeto musical de Jack Antonoff, vem para quebrar um padrão: talvez, nem sempre Bleachers esteja em sua melhor forma quando acompanhado de mulheres. Isso se seguiu por muito tempo, tendo em vista exemplos da segunda versão de seu álbum de estreia, que conta com novas roupagens carregadas de grandes cantoras, principalmente conhecidas entre aqueles que curtem música pop, mas que preferem se acomodar em uma bolha underground. “Rollercoaster”, com Charli XCX, e “Shadow”, com Carly Rae Jepsen, são destaques importantes de Terrible Thrills, Vol.2; e Grimes, que participa de outro bom lançamento, a canção “Entropy”. Todavia, Jack continuou com suas produções solo e, no ano passado, liberou seu morno Take the Sadness Out of Saturday Night, que, apesar dos notáveis singles, como “How Dare You Want More”, ainda foi insuficiente para solidificar a história de Bleachers.

Enfim, em 2022, Taylor convida seu grande e mais fiel amigo para uma adaptação de seu atual hit. Uma falha tentativa. Ao passo que a produção ganha, de fato, características sobressalentes, como o incessante toque agudo e doce, que traz sensações mágicas e espaciais, Antonoff não promete e não entrega um sopro de alívio sequer em nenhuma de suas passagens pela música. Seu verso é inegavelmente chato e destoa completamente da voz de Taylor. Seus adlibs são, na melhor das hipóteses, toscos: “(Taylor, you’ll be fine)”, “(Always rooting for the anti-hero)”, ele canta, carecido de carisma e reconhecimento, como o estudante que não compareceu ao trabalho em grupo, mas que implora para que seu nome seja considerado pelos colegas. Dadas as observações sobre a participação nada essencial de Bleachers nessa canção, é válido ressaltar um ponto: Jack não é o culpado; Taylor é. Ao promover remixes insignificantes para sua discografia, Swift parece querer contrariar os elogios que recebe, como o que a revista The Guardian disse em sua resenha de folklore: “Se você interpretar ‘colegas de classe’ como pares da música pop, Taylor não está mais competindo”. Ela está e quer muito vencer, ainda que com táticas velhas, sem-graça, irritantes para os fãs e bastante degradantes da obra original. Em resumo, “Anti-Hero (feat. Bleachers)” perde todo seu matiz com o alvejante de Jack Antonoff.

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