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MAXIDENT

2022 •

JYP Entertainment

6.7
Em MAXIDENT, o Stray Kids retorna outra vez com o seu caráter experimental, dessa vez, experimentando quase nada.
skz (1)

MAXIDENT

2022 •

JYP Entertainment

6.7
Em MAXIDENT, o Stray Kids retorna outra vez com o seu caráter experimental, dessa vez, experimentando quase nada.
13/10/2022

Há quem se desespere em busca de argumentos para fazer do Stray Kids aquilo que todos deveriam, de certa forma, repudiar. Para os fãs de k-pop, é extremamente difícil engolir um grupo masculino cujo trabalho remonte um certo teor de experimentalismo de gênero e que ainda faça sucesso. Muitos argumentam que isso só acontece devido ao fato do Stray Kids pertencer a uma das três principais empresas do ramo na Coreia do Sul, no caso, a JYP. Mas, por outro lado, não existem meios de negar que tudo feito por eles é imensamente chamativo e provocante, ainda que nem sempre o resultado seja positivo. 

MAXIDENT, o segundo disco deles lançado em 2022, é um exemplo digno da real posição que eles ocupam no k-pop: a de responsáveis por dividir opiniões. Distante de alcançar um destaque 100% favorável, o material entregue ao longo de oito faixas se divide entre momentos fervorosos ou de puro esquecimento.

A faixa-título, “CASE 143”, por exemplo, determina o sentido avassalador pelo qual as ideias do octeto sempre foram conhecidas. Entre ganchos tortos e versos rápidos, notamos um canto quase totalmente autônomo sobre um tema, até então, pouco referenciado do modo que deveria em outros projetos do Stray Kids: a paixão primaveril. Enquanto o refrão sofre uma quebra de expectativas e somos introduzidos a alguns mínimos segundos do que parece ser uma bossa nova descompensada, eles cantam: “Estou me atraindo por você como um imã”. Neste ângulo, é interessante notar a forma em que as melodias são arranjadas para compor os espaços abertos pela produção, ou, pelos elementos pouco usados na composição sonora — eles fazem barulhos com a boca e acrescentam sons bobos, tipo sirenes. O resultado, como esperado, é fantástico. 

Entretanto, no restante da obra, infelizmente, o que vemos ser feito é uma sessão de improvisos rápidos, algo que dá muito certo, mas, também, muito errado. Observe a canção “Can’t Stop (Seungmin, I.N)”, que soa igual a uma abertura clichê de anime e, para piorar, acaba não contrastando com o ritmo incessante das outras. Além de ser descartável, ela também nos revela que na proposta de dividir a execução das músicas em sub-unidades do grupo, a maioria daquilo que eles fazem bem juntos, é perdido.

Por sorte, a versão coreana de “CIRCUS” consegue recuperar o tempo desperdiçado da sua antecessora e finaliza o álbum de maneira concordante, ou, pelo menos, sem um maior prejuízo. No final das contas, o principal saldo de MAXIDENT se volta para as tentativas do Stray Kids em redescobrir o próprio espaço, coisa que, indiscutivelmente, vemos funcionar bem aqui.

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