Solos EXO: Do pior ao melhor

POR MATHEUS JOSE e DAVI BITTENCOURT; 13 de JUNHO de 2022

Apresentando a lista dos melhores projetos solos dos membros do EXO.


É impossível falar de K-pop e não citar o EXO, um dos grupos mais influentes de todos os tempos e, também, o grande responsável por moldar a terceira  — e, até mesmo, a quarta — geração que utilizaram das fórmulas estabelecidas por eles para lançar e promover seus trabalhos. Das tendências que se tornaram protótipos na indústria ,  até as eras marcadas por coreografias que são recriadas todos os dias por diferentes idols, o EXO conquistou um espaço que poucos conseguem no mercado, reflexo de como eles elevaram o nível artístico do Kpop, graças ao trabalho de vanguarda feito em álbuns como EX’ACT, Don’t Mess Up My Tempo e THE WAR, peças únicas e necessárias para se entender a evolução do grupo.

Mas longe de impactar a indústria apenas como um grupo, o EXO também se mostra essencial quando falamos de trabalhos solo. Dessa forma, aqui está um ranking do pior para o melhor dos discos lançados pelos membros que já realizaram suas estreias solos: LAY, D.O BAEKHYUN, KAI, SUHO e CHEN.


LAY 02 SHEEP

17

Antes de fato conseguir atingir um nível decente em suas produções, LAY passou por momentos como LAY 02 SHEP, em que a coerência se faz inexistente na maioria das vezes e a produção soa confusa, além do ritmo segmentado, que começa na intensa “SHEEP” e termina na quase calma “X BACK”. Essa diferença pesa demais no resultado final, que fica à mercê de batidas genéricas e composições bastante superficiais. — Matheus José 


Self-portrait

16

No mesmo ano em que integrantes do EXO, como KAI e Baekhyun, trouxeram lançamentos solos excelentes, SUHO fazia sua estreia como solista com Self-Portrait. Contudo, infelizmente, o primeiro disco do cantor fora do boygroup entregou algo bastante comum e simples, que fez com que seu registro soasse fraco em comparação aos projetos artísticos que outros de seus colegas de grupo haviam lançado em 2020. Ainda assim, o álbum consegue acertar em certos pontos, como em sua lírica e na performance vocal de Jun-myeon. — Davi Bittencourt 


Producer

15

Producer foi um álbum feito no programa CZR, com o objetivo de mostrar o talento de Lay como produtor, mas, embora seja bem produzido, conseguindo assim cumprir sua proposta, é um registro com poucos destaques com faixas que não trazem muitos fatores que consigam interessar quem o ouve além de sua produção. — Davi Bittencourt 


BAEKHYUN

14

Se em City Lights e Delight, Baekhyun provou se ajustar perfeitamente ao R&B, esse fator por si só faz com que BAEKHYUN seja um disco, no máximo, interessante, mas não tão bom quanto ao que ele é capaz de desenvolver em trabalhos distantes dessa pegada pop insurgente que vemos aqui. — Matheus José


NAMANANA

13

NAMANANA é a grande aposta de LAY. Neste álbum, o artista procurou explorar as suas maiores influências e referências musicais na tentativa de conquistar um público ainda maior. Sua tentativa parece ter dado certo, uma vez que este álbum segue sendo o seu maior sucesso até então. — Matheus José


LIT

12

LIT é uma verdadeira colcha de retalhos. Neste álbum, LAY costura dois EPs de mesmo nome com a finalidade de criar um compilado de canções com diferentes níveis de aproveitamento. Apesar de ser bem-sucedido nesta ideia, o álbum acaba sofrendo demais com as divisões, as quais o artista esqueceu de mesclar na hora de unir duas obras quase diferentes, o que diminuí o proveito do projeto pela metade. — Matheus José


April, and a flower

11

O sucesso de April, and a flower não é em vão, ainda mais por ser uma estreia acessível e com momentos que beiram o clichê. Aqui, o piano se mostra como o principal fertilizante das baladas com grande apelo sentimental e vocais delicados, os quais são utilizados por CHEN para compor toda uma atmosfera que preenche o disco do início ao fim. — Matheus José


LOSE CONTROL

10

LOSE CONTROL marcou o início da promoção de LAY longe do EXO, após todo o evento da relação estremecida entre China e Coreia do Sul. Envolvido na composição e produção do disco, LAY conseguiu surpreender positivamente pelo ótimo uso do R&B, bastante referente aos anos 2000, além do lirismo assertivo e uma performance vocal lindamente desenvolvida. — Matheus José


Peaches

09

Após uma estreia fascinante, KAI, no sucessor de seu auto-intitulado, não consegue manter um nível de qualidade tão bom quanto o de seu primeiro EP. Contudo, ainda assim, Peaches é um bom mini-álbum. Com a bela voz do solista e a produção muito bem elaborada do disco, o projeto consegue trazer algo ótimo em vários momentos, como na doce “Peaches” e na angelical e encantadora “Vanilla”.  — Davi Bittencourt


Dear my dear

08

Em Dear my Dear, o segundo mini-álbum de Chen, o solista faz algo sonoramente similar ao que fez em sua estreia, ao trazer um projeto composto por baladas, se o som lento utilizado nas canções já havia funcionado em April, and a flower, aqui o uso disso resultou em algo de qualidade ainda maior. E não é apenas em sua sonoridade em que o projeto acerta: seus vocais estão ainda mais belos e cheios de emoção que em seu primeiro EP, além de que sua lírica é adorável.  — Davi Bittencourt 


Honey

07

100% envolvido na produção e também na composição de todas as faixas, fica difícil não mencionar a capacidade de LAY em experimentar caminhos opostos ao que a maioria dos idols costumam levar em consideração na hora de lançar um material solo. Nesse sentido, Honey se desenvolve como um rascunho perfeito das técnicas que LAY usaria nos seus demais projetos, como exemplo a ótima produção (com dedo do DJ White Shadow) e o excelente inglês — presente em todas faixas com exceção da versão chinesa de “Honey”. Além disso, vale destacar os versos e o flow que o artista consegue manter ante a influência do R&B e Hip-Hop no disco. Apesar de curto (apenas 12 minutos), Honey consegue ser, sem sombra de dúvidas, o ponto mais interessante na discografia de Yixing, principalmente por reunir a identidade e influência que o artista mantém até hoje. — Matheus José


Empathy

06

A estreia solo de D.O. pode não ser a mais surpreendente que um integrante do EXO já fez, entretanto, ainda assim, o disco que dá início à carreira solo de Kyungsoo é um ótimo álbum que consegue encantar quem o escuta em vários quesitos, tanto em sua sonoridade folk doce e amável, quanto na maneira que ele utiliza de sua graciosa voz, e até mesmo na lírica, entregando algumas das composições mais belas que algum membro do EXO já trouxe em seus projetos artísticos. — Davi Bittencourt 


Bambi

05

Em seu terceiro mini-álbum coreano, Baekhyun traz um disco que, embora não seja melhor que seus 2 EPs voltados ao mercado da Coreia, pode ser considerado um ótimo registro por vários motivos. Ele não apenas entrega uma alta qualidade por proporcionar ao ouvinte uma experiência agradável e fascinante por meio de sua sonoridade leve e encantadora e seus vocais doces e angelicais, bem como trás uma grande carga sentimental, tanto em sua lírica quanto vocalmente. É interessante destacar que ‘Bambi’ não só é grandioso em termos de qualidade musical mas também foi um grande lançamento em sucesso comercial, já que com o projeto passando da marca de 1 milhão de cópias vendidas, o membro do EXO tornou-se o solista mais jovem a ter dois álbuns million seller.  — Davi Bittencourt 


City Lights

04

Baekhyun se destacou bastante nos trabalhos fora do grupo, ao trazer uma das melhores discografias solo de algum membro do EXO. Logo em sua estreia, o artista já mostrava um projeto de excelente qualidade. O som sofisticado e com influências interessantes, além dos doces e encantadores vocais que o cantor entregou no disco, tornou City Lights um ótimo ponto de partida para a fascinante carreira de Baekhyun longe do boygroup. — Davi Bittencourt


Delight

03

Sem perder o ritmo, Baekhyun, em Delight, consegue unir perfeitamente alguns dos principais elementos presentes em suas obras. Começando pela performance vocal, que apesar de suave, acaba atingindo ótimas notas e dando ainda mais sentido ao talento do artista que fica evidenciado no contraste com a produção, que de longe é uma das mais interessantes da sua carreira, passando por influência do trap, hip-hop e, principalmente do R&B — gênero esse que Baekhyun domina como nenhum outro solista da SM. — Matheus José


Grey Suit

02

Enquanto em Self-Portrait, SUHO não havia mostrado todo seu potencial como solista, no segundo EP do cantor, ele mostra uma grande evolução em comparação à sua estreia. Em Grey Suit, o integrante do EXO traz algo com certa semelhança ao que o artista fez em Self-Portrait, entregando novamente, em grande parte do projeto, baladas, contudo, desta vez, o membro do grupo da SM traz essa sonoridade de forma mais interessante, mostrando belas canções rock lentas que, juntas, formam um dos melhores discos solo de algum integrante do EXO. — Davi Bittencourt 


KAI

01

O EXO é um grupo formado por vocalistas profissionais , os melhores do K-pop , por isso, era de se esperar que os trabalhos solo da maioria dos membros fossem contemplar as baladas sentimentais, como vemos nos discos de Suho, Chen e Baekhyun. Por outro lado, Lay, Chanyeol e Sehun pesaram as suas influências no Rap e Trap. Mas Kai é diferente. Ele foi além de gênero musical ou pacote oferecido para interpretar com apenas vocais ou qualquer coisa já experimentada anteriormente pelo resto do grupo. Com uma visão focada em estilos como o R&B contemporâneo, KAI – The 1st Mini Album surge pautado na expressão Kai como artista e, principalmente, como um solista disposto a jogar o próprio jogo.

A faixa-título “Mmmh” foi um hit na certa. Não é difícil ver a música e a coreografia serem recriadas por outros idols ou pessoas fora da grande mídia. Esse tipo de impacto é o mais importante para ser considerado em uma estreia solo. Embora os outros solistas , principalmente da SM ,  disponham de algo parecido, só Kai conseguiu expandir sua presença como um verdadeiro idol explorando seus limites artísticos para além do convencional.

Da estética perfeitamente desenvolvida através do curta-metragem visual, FILM : KAI, em que cada faixa do disco foi representada com um mini-MV, até a produção insana de músicas como “Nothing On Me” e “Ride Or Die”, revelam que a estreia solo de Kai é de longe a mais interessante do EXO, não só pelo alto nível, ou pelo esforço do artista em encarar um momento tão importante, e nesse sentido, ninguém fica acima dele, justamente por ter entregue um material excelente, singular e longe do que a maioria fez (até então). — Matheus José