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Bébe Yana, crédito por ENAMEL; Key, crédito de SM Entertainment; Joy, crédito por SM Entertainment; Minji, crédito por ADOR; Onew, crédito de SM Entertainment; Seulgi, crédito de SM Entertainment; Suho, crédito de SM Entertainment; Tsuki, crédito por MYSTIC Story; Taeyong, crédito de SM Entertainment; Tzuyu, crédito de JYP Entertainment; Taeyeon, crédito de SM Entertainment;
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Os 30 Melhores Projetos de K-Pop de 2022

Apresentando a lista dos melhores projetos de k-pop de 2022, contando com Bébe Yana, NewJeans, Taeyeon, Onew, Red Velvet e mais!
POR SoundX Staff
dezembro 8, 2022

Nos últimos anos, o k-pop passou por inúmeras transformações importantes. No início da década de 2010, o EXO surgia pronto para remodelar a dinâmica de consumo do público, o que salvou a indústria sul-coreana de uma iminente crise, pois as vendas de álbuns estavam estagnadas por mais de 12 anos. Após isso, em outro grande momento, o BTS ganhava forma e público ao redor do mundo, alcançando um sucesso internacional sem precedentes e atraindo cada vez mais pessoas para o seio desse meio musical tanto peculiar, quanto interessante. Agora, com os maiores grupos apenas reforçando aquilo que sempre fizeram — lançamentos sem muita inovação e coisa do tipo — o que não faltam são oportunidades e novos parâmetros de mudança, dos quais, os agentes de transformação passam a ser outros.

À frente do k-pop, atualmente, estão os grupos femininos como o TWICE, Red Velvet, NewJeans, aespa e Billlie. Além delas, os artistas com trabalho solo, como ONEW, KEY, DPR IAN, Taeyeon e BÉBE YANA, também se mostraram peças decisivas na modificação de tudo de excelente que vem sendo lançado ultimamente. Diante disso, reunimos os 30 melhores projetos de k-pop do ano, contando com nomes que ficarão marcados na história dessa indústria em constante expansão.

30

aespa, girls

girls possui alguns destaques marcantes, como é o caso das faixas “Girls”, “Illusion”, “Black Mamba” e “Dreams Come True”, sendo as duas últimas as mais conhecidas pelo público. Entretanto, o restante do material parece ter sido acrescentado aqui apenas por falta de opção. Essa inconsistência, obviamente, diminui muito o aproveitamento da obra. Um erro que poderia ter sido evitado, mas, por sorte, os melhores momentos tornam-se suficientemente atraentes para quem ainda se vê disposto a explorar o universo criado por elas. — Matheus José

29

NCT DREAM, Glitch Mode

Entre arranjos complexos — retirados do acervo musical das gerações passadas da SM Entertainment — e de vocais encantadores, o segundo álbum do NCT DREAM, Glitch Mode, é um dos mais interessantes do universo em que eles fazem parte, apelidado de Neo Culture Technology. — Matheus José

28

CHEN, Last Scene

Last Scene inaugura um novo momento na vida e carreira de CHEN, mesmo não sendo um disco tão proveitoso quanto o esperado. De volta com as baladas sentimentais, o solista tenta, com afinco, acrescentar algum elemento que consiste em mudanças na sua perspectiva artística. E, apesar dos momentos batidos e que remetem aos demais projetos dele, CHEN, felizmente, consegue fazer isso muito bem. — Matheus José

27

VIVIZ, Beam Of Prism

Em vários momentos, o primeiro disco do VIVIZ reconstrói uma atmosfera diretamente ligada ao GFRIEND, o qual, os integrantes SinB, Umji e Eunha fizeram parte no passado. Aqui, a nostalgia e as boas lembranças acabam tornando tudo ainda mais especial, principalmente, por conta dos ritmos alegres e acessíveis. Beam Of Prism é uma instigante obra pós-disband e re-debut. — Matheus José 

26

CIX, 'OK' Episode 1 : OK Not

As direções tomadas pelo CIX em seus recentes lançamentos demonstram, entre tantas coisas, o quão dedicados eles são em apresentar excelentes refrões e letras que tendem a combinar perfeitamente com a mistura de influências em cada pedaço de música inserido nas obras deles, como ‘OK’ Episode 1 : OK Not. — Matheus José

25

PIXY, REBORN

REBORN é mais um destaque alçado pelo PIXY e a sua estranheza única capaz de criar as melhores sequências de b-sides do ano. Acostumadas a instigar conceitos verdadeiramente incomuns, elas fogem de ideias fixas em cada lançamento — um chamariz aos caminhos tortos percorridos nos fragmentos de música desenvolvido sob as principais ideias do grupo. REBORN é uma exemplificação nata desse desejo de causar. — Matheus José

24

STAYC, YOUNG-LUV.COM

YOUNG-LUV.COM, tem tudo para crescer nos ouvintes de k-pop como um verdadeiro ponto de virada, seja na trajetória do grupo, ou nos rumos que a quarta geração pode tomar a partir de conceitos musicais como os quais foram trazidos por elas nesse disco. Aqui, as seis integrantes assumem a dianteira de um futuro promissor cheio de contemplação. Embora busquem se distanciar de um padrão já abordado em outros trabalhos, neste, a todo momento, somos lembrados de estar ouvindo algo do STAYC — e isso vale por tudo. — Matheus José

23

NAYEON, IM NAYEON

Com uma estreia solar e cheia de vida, duas coisas marcantes na faixa-título “POP!”, uma das melhores do ano, NAYEON derrama todo o seu carisma em IM NAYEON, disco marcado pela união de fatores acessíveis e que remonta o charme único que somente as integrantes do TWICE conseguem transmitir. Este é, portanto, um excelente passo para os futuros lançamentos solo do grupo, que se forem seguir os caminhos percorridos por ela neste projeto, terão recompensas triunfantes. — Matheus José

22

YOUHA, love you more,

Em love you more,, YOUHA narra os pontos mais marcantes de um relacionamento repleto de amor e beleza, ainda que tenha se tornado um verdadeiro pesadelo para ela. É uma das obras mais intrínsecas do k-pop em 2022, ainda mais se formos considerar a ausência de composições e melodias como as que são responsáveis por elevar o nível artístico aqui. Faixas como “Flower Rain” são exemplos dignos da expertise programada por ela nessa obra. — Matheus José

21

HYO, DEEP

Em DEEP, HYO encontra formas distintas de usar sons recheados de ganchos eletrônicos sem apelar para exageros comuns quando vertentes desse tipo são exploradas no k-pop. A solista do Girls’ Generation, ao contrário das suas outras colegas de grupo, não teme soar destemida e barulhenta — grande diferencial trazido por ela em seus trabalhos até então. — Matheus José

20

Girls Generation, FOREVER 1

Ninguém poderia prever que um dos melhores álbuns coreanos do Girls’ Generation fosse ser, também, o principal retorno delas após cinco anos grandes mudanças no k-pop. Para esse projeto, foi preciso que as integrantes atualizassem os anseios como um grupo e como artistas dedicadas a ressurgir no espaço que, inclusive, foi construído por elas. Diante disso, FOREVER 1 é um verdadeiro firmamento. — Matheus José

19

KWON EUN BI, Color

Apesar de conter uma estrutura típica em que canções eletrizantes dividem espaço com canções calmas e melodiosas, Color, ainda assim, surpreende com os seus momentos iniciais de pura experimentação de gênero. KWON EUN BI, facilmente, faz do k-pop um espaço próprio. Essa força de preencher as lacunas dessa indústria desigual, faz dela uma das melhores solistas de todos os tempos. — Matheus José

18

DPR IAN, Moodswings In To Order

Podem pensar, talvez, que Moodswings In To Order seja um disco voltado ao que Christian Yu, outrora, já tivesse oferecido na sua peça de 2021. Mas, novamente, ele surge para nos lembrar do motivo de ser considerado um dos solistas mais autênticos da música pop sul-coreana: o seu potencial de evidenciar vulnerabilidades emocionais como ninguém. — Matheus José

17

TripleS, Acid Angel from Asia <ACCESS>

Acid Angel from Asia <ACCESS> surge na mesma onda de renovação que os materiais entregues pelo NewJeans e aespa em suas estreias: grupos femininos que mais ditam tendências na quarta geração desde então. Entretanto, o mérito aqui é ainda mais significativo, pois este se trata de um grupo distante de ser administrado por uma grande empresa. Nota-se, então, um maior empenho artístico e conceitual da parte dos envolvidos em dar vida ao TripeS. — Matheus José

16

OnlyOneOf, Instinct, Pt. 2

Por permear uma direção contrária a da maioria, o OnlyOneOf não teme, em momento algum, soar estranho diante das convenções típicas do k-pop, e, em Instinct, Pt. 2, vemos isso acontecer da melhor maneira possível. — Matheus José

15

Oddinary, Stray Kids

Com batidas secas, melodias bagunçadas e uma produção revoltante, ODDINARY é uma ode ao noise music, algo que eles exploram como nenhum outro grupo da quarta geração. — Matheus José

14

Loona, Flip That

Flip That é um exemplo perfeito de que um passo seguro pode ser mais assertivo quanto parece. Entre arranjos doces e vocais aveludados, somos surpreendidos por uma sonoridade que o grupo usou de base em sua estreia, marcada por canções como “Hi High” e “Stylish”. Investir em nostalgia pode ser, na maioria das vezes, um acerto reconhecível. — Matheus José

13

AB6IX, TAKE A CHANCE

O AB6IX pode até passar despercebido pela maioria dos fãs de k-pop. O que é, em partes, um verdadeiro desperdício, visto que, a cada lançamento, eles parecem acertar mais em sons acessíveis, divertidos e distantes de tudo aquilo feito pela maioria esmagadora dos grupos masculinos. — Matheus José

12

TWICE, Between 1&2

É interessante ver como o TWICE entrou em um espiral de bons lançamentos. BETWEEN 1&2 é um exemplo perfeito da condução assertiva com a qual as obras do grupo são encaminhadas desde muito tempo. Conforme foram crescendo ao redor do mundo, o TWICE passou a acrescentar em seus materiais alguns ritmos e melodias facilmente identificáveis na esfera da música pop. Essa ideia, que tinha tudo para dar errado, acaba funcionando muito bem, visto que as b-sides — motivo de crítica nos primeiros discos do grupo — agora são formuladas com profundidade e referências das quais ninguém domina tão bem quanto elas. — Matheus José

11

Suho, Grey Suit

Dividido entre momentos inesquecíveis, Grey Suit é um dos melhores e mais interessantes projetos musicais do k-pop nos últimos anos. Planejado e muito bem executado, o segundo disco solo do líder do EXO é uma demonstração única de talento e de vontade própria. Aqui, Suho explora o pop-rock com personalidade, elegância e refinamento. — Matheus José

10

CSR, Sequence: 7272

Figuras antagônicas do conceito girl crush em 2022, o CSR fez da sua estreia um revival genuíno de abordagens que remetem às heranças deixadas pelo LOVELYZ e GFRIEND no k-pop. Sequence: 7272 é composto por melodias doces, vocais aveludados e versos percussivos dos quais grupos como TWICE, Girls’ Generation e Red Velvet sempre usaram de base em algumas de suas melhores músicas. A mistura desses elementos, como o esperado, resulta em uma explosão de texturas e ritmos nostálgicos extremamente pegajosos. É a definição de k-pop em sua máxima essência. — Matheus José

Capa do mini album 28 Reasons, de Seulgi. No centro da foto, vemos um espelho de adornos que remetem ao art nouveau, onde há uma fotografia da cantora de costas. Ela é uma mulher asiática amarela, de cabelo preto longo e que está usando um conjunto preto, com parte das costas nuas. Ela está encarando uma parede vermelha. O espelho está posto numa mesa preta, em que há algumas maçãs vermelhas espalhadas. Abaixo, informações sobre o álbum.

9

Seulgi, 28 Reasons

Não há como analisar o solo da Seulgi sem olhar para as bases materiais que sustentam ele. Conceitualmente, a abstração de visuais mais soturnas nos guia rumo a uma obra postada na força e no impulso de uma artista comprometida em dar vida para aquilo que parece distante de ter uma. Musicalmente, os destaques se dão pelo tom acessível e, às vezes, profundo de músicas que trazem narrativas próprias sem parecer pesadas demais. Esse é um trabalho exemplar. — Matheus José

8

NCT 127, 2 Baddies

2 Baddies foge da quebra de ritmo que costumamos ver nos álbuns do grupo. Nesse projeto, existe uma dosagem maior na questão de transições de uma faixa para outra. Assim, as coisas vão desacelerando aos poucos, sem que haja uma mudança muito repentina na estrutura sonora composta por uma excelente paleta de sons que trazem nostalgia e, ao mesmo tempo, um pouco de futurismo. — Matheus José

7

Billlie, the Collective and unconscious: chapter one

the collective soul and unconscious: chapter one é uma deliciosa coleção de sentimentos que só o k-pop pode transmitir, principalmente, quando um grupo como o Billlie se propõe em tornar isso realidade. Aqui, as jovens integrantes partem rumo ao desconhecido, se aventurando em temáticas inovadoras e servindo uma expedição sensorial a quem quiser acompanhá-las. O resultado de tudo isso, por sua vez, é um dos melhores vislumbres narrativos da quarta geração até hoje. — Matheus José

6

Key, Gasoline

Em Gasoline, uma odisseia sonora marcada por diferentes texturas musicais, KEY escâncara de vez o motivo pelo qual deve ser considerado por todos a estrela mais brilhante do k-pop. Em sua performance no MBC Music Core, programa de televisão sul-coreano, ele surge no palco como uma figura mística, ornamentado com um look composto por ombreiras altas, um choker com spikes e uma cruz pregada na cintura, enquanto desce de um trono para dar vida a uma apresentação extremamente emblemática e que, junto do seu terceiro álbum de estúdio, ficou marcada como um dos momentos mais importantes na carreira do solista que nunca parece descansar até atingir o seu ápice artístico. — Matheus José

5

Red Velvet, Feel My Rhythm

Feel My Rhythm é o puro significado de sofisticação e sutileza. Acompanhadas de arranjos orquestrais e construções rítmicas verdadeiramente dignas de uma sinfonia dos deuses, toda a influência e referência musical abordada nesta obra remete a capacidade intrínseca delas em performar os sons e melodias, as quais poucos nomes se arriscaram abordar, com cuidado. — Matheus José

4

Onew, Dice

DICE é a renovação da vontade própria que Onew busca mostrar sobre o quão distante ele pode ir além do que é esperado. Isso fica evidente em “In the whale”, canção que encerra o disco da forma que começou: com muita vida e uma dosagem extra de ritmos e sons que o artista já havia explorado ao lado dos seus companheiros de grupo no SHINee. Mas, aqui, em vez de referenciar o que já fez antes, ele resolve começar do zero, e o resultado é um dos mais interessantes discos de k-pop de 2022. — Matheus José

3

Taeyeon, INVU

Cantando sobre o amor — um tema frequentemente referido no k-pop —, Taeyeon parte de uma proposta um pouco diferente se comparado ao que estamos acostumados. Ao invés de contemplar ou lamentar, ela resolve expor os dois lados da paixão ao mesmo tempo, tanto o positivo, quanto o negativo. O resultado dessa ideia é uma peça musical fomentada de perspectivas e emoções convergentes, o que acaba dando muito certo. — Matheus José

2

NewJeans, New Jeans

NewJeans foge dos algoritmos regentes na indústria do k-pop e faz da sua estreia, incrivelmente ambiciosa, um marco definitivo da quarta geração. Inspiradas em transmitir um sentimento de juventude repleto de texturas musicais confortáveis, o primeiro disco delas, New Jeans, emerge disposto a orbitar em seu próprio eixo. Deixando de lado canções com camadas eletrônicas e figuradas na agressividade de tons desarmônicos, elas apostam, então, no R&B referente aos anos 90 e 2000, além de, é claro, na simplicidade de melodias suaves, com vocais aveludados e que parecem permear apenas aquilo que soa refrescante aos nossos ouvidos. — Matheus José

1

BÉBE YANA, SPACE MULAN

Um dos problemas recorrentes no k-pop é a ausência de espaço para artistas independentes ou que, de certa forma, não correspondem aos padrões de estilo e de conformidade de gêneros musicais pelos quais essa indústria ficou mundialmente conhecida. Em uma das raras ocasiões, BÉBE YANA, ex-EvoL, é apontada como um dos nomes que têm se revelado essenciais na criação de um eixo alternativo e livre das convenções burocráticas desse mercado tão desafiador e inóspito para solistas como ela. 

Em seu primeiro projeto, SPACE MULAN, a cantora mostra que precisou causar mudanças bruscas em si mesma para fazer aquilo que achava ser correto, de maneira parecida com que a personagem Mulan, do filme homônimo da Disney, fez. Agora, distante do meio idol, ela experimenta uma dezena de novas formações musicais projetadas a partir do hyperpop, UK garage, 2-step e drum and bass, ousando e inovando dentro deste espaço tão apertado e sempre ocupado por nomes vindos das grandes empresas.

Embora diga ser uma artista pertencente ao New Wave K-pop, BÉBE YANA, mais do que isso, está, na verdade, ajudando, como nenhum outro nome desse meio a desenvolver uma vertente artística que desponta a partir de abordagens musicais profundamente vanguardistas e que nunca antes tinham sido vistas na música pop sul-coreana da forma com que é feita agora. SPACE MULAN, é o pontapé inicial de todo esse movimento encabeçado por ela. — Matheus José

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