SOUNDX

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Pabllo Vittar: Não Para Não

Magnum opus da carreira de Pabllo Vittar, o Não Para Não é um dos produtos mais autênticos do pop nacional da última década. Repleto de brasilidade, indo do pagodão baiano de “Problema Seu” até o funk em “Vai Embora”, o registro é o que melhor equilibra as referências da maranhense com o apelo radiofônico necessário para alcançar o público mainstream, sem perder a coesão ou comprometer a identidade da cantora. 

Lançado em um período difícil, no qual o nome da artista estava sendo constantemente rechaçado por conservadores, somado a um massivo boicote nas rádios, Não Para Não é também a obra mais subestimada de Pabllo, já que não obteve o mesmo êxito que seu antecessor, Vai Passar Mal. Ainda assim, é a que mais exemplifica as suas qualidades enquanto ícone da música pop brasileira. — Lucas Souza

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ANOHNI: HOPELESSNESS

Quando HOPELESSNESS foi lançado, em 2016, os Estados Unidos estavam no processo de aceitação de que entrariam no governo de Donald Trump nos próximos meses — e que, embora Obama não tivesse sido um dos melhores presidentes, ele ainda parecia uma direção mais assegurada do que a visão conservadora de extrema-direita de Trump. HOPELESSNESS nasceu das preocupações que pautavam as discussões problemáticas estadunidenses nos últimos anos e que apenas se intensificariam nos instantes posteriores. Nesse sentido, o DNA de HOPELESSNESS é puramente político: de fato, todas as canções da carreira de ANOHNI foram pautadas por isso, mas nesse disco isso deixou de ser apenas um plano de fundo sendo escancarado na infantaria de linha de frente. O álbum abre com um piano sintético de “Drone Bomb Me”, faixa narrada do ponto de vista de uma garota do Afeganistão que enxerga os drones de guerra como deuses capazes de controlar sua vida. Seguindo, “4 Degrees” é grandiosa em sua instrumentação e ironia (“I wanna hear the dogs crying for water”) e “Watch Me” traça uma linha tênue entre um pai pedófilo e o governo (“I know you love me / ‘Cause you’re always watching me”). HOPELESSNESS concretiza, dessa forma, as canções de protesto mais interessantes para nosso próprio futuro. — Leonardo Frederico.

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Alabama Shakes: Sound & Color

Quebrando as expectativas geradas por “Hold On”, Alabama Shakes não tem o único propósito de revitalizar o blues. Entre composições apaixonadas, Sound & Color se apropria do gênero mais uma vez, mas sem manter exclusividade. Com riffs que também passam de The Rolling Stones a Erykah Badu, o álbum se mantém refrescante e interessante para as audiências atuais, sem cair na mesmice. — Felipe Ferreira

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The Weeknd: Beauty Behind the Madness

Denso e obscuro, Beauty Behind the Madness é um dos álbuns mais importantes da carreira de The Weeknd. Isso porque marca o começo da fase mais pop do artista, se distanciando sutilmente do R&B alternativo que catapultou seu nome ao grande público e tendo cada vez mais influências do synthpop presente em inúmeros sucessos do canadense, presentes tanto no disco — o single “Can’t Feel My Face” — como também em projetos posteriores. 

O registro, que tem colaborações com Labrinth, Lana Del Rey e Ed Sheeran, é o melhor trabalho de Abel após as mixtapes House of Balloons, Thursday e Echoes of Silence, por não abandonar a introspecção que apresentou o canadense ao mundo, mas também iniciar sua consolidação como o astro pop global de sucesso incontestável que se tornou com o passar dos anos. O material marca o início do legado que o cantor construiu no mainstream. — Lucas Souza

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Phoebe Bridgers: Stranger In The Alps

O disco de estreia de Phoebe Bridgers nos apresenta a uma das melhores compositoras da nova geração do “pop folk”. Há quem diga que esse projeto não contempla todo o potencial da artista, mas, para a primeira tentativa, sua atmosfera brutal e, ao mesmo tempo, intimista, traz uma autenticidade a Bridgers, que te arrebata com linhas descritivas como “I hate you for what you did / And I miss you like a little kid” e com a simplicidade dolorosa imposta em um simples pedido: “Anyway, don’t be a stranger”. É um álbum que, como a capa indica, pode te assombrar por um tempo, não só pelo seu conteúdo lírico, mas também por ser um dos mais belos álbuns de estreia. — Leonardo Fernandes

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Alvvays: Antisocialites

Lançado em 2017, Antissocialites chega como o segundo álbum da banda Alvvays com uma fusão muito interessante entre elementos da música pop, rock e punk, sendo um visível amadurecimento do primeiro disco de título homônimo. Melodias viciantes e refrões fáceis fazem parte do material: “Dreams Tonite”, um dos maiores destaques comerciais da banda, é um desses casos. Sendo bem-disposto e enérgico, com composições que retratam majoritariamente conflitos amorosos, um dos únicos espaços reservados à vulnerabilidade ficam com “Already Gone”, canção dedicada ao pai da vocalista, Molly Rankin, que faleceu em acidente; assim como a reflexiva “Forget About Life”. Se tem uma coisa que Alvvays consegue fazer é tornar sua música cativante com junções instrumentais aparentemente simples, mas que ganham corpo pela interpretação eloquente de Ranki. Regidos por uma unicidade, tornando o grupo bem característico, a música de Alvvays consegue ser identificada rapidamente, isso porque é raro ter uma banda que entrega um som tão agradável com a naturalidade como a qual o grupo vem fazendo. — Gustavo Rubik

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M.I.A.: /\/\ /\ Y /\

Essa talvez seja a escolha mais polêmica e inusitada desta lista. MAYA foi um verdadeiro borrão  na carreira da britânica M.I.A. A recepção para este disco foi das piores possíveis, tanto pela crítica quanto pelo público. No entanto, percebo que MAYA é um daqueles casos em que se precisa revisitar o passado, entender o contexto social que o envolveu — algo que Charli XCX relatou recentemente —, aquilo que fez com que as pessoas o rejeitassem e, ainda mais importante, saber olhar com empatia para algo que muito provavelmente foi vítima de uma grande injustiça. Lançado no início imediato da última década, MAYA — estilizado com barras pela cantora — foi um álbum sobre a revolução que o mundo enfrentava com a grande explosão das mídias sociais com o avanço da Internet. Para isso, M.I.A. utilizou como base a produção eletrônica, com batidas sujas e altamente virulentas — com o perdão da brincadeira. Não funcionou… digo, funcionou, mas não para aquele momento. Em 2010, muito antes de suas declarações problemáticas, M.I.A. foi tratada como paranoica por alertar sobre a conspiração entre as Big Techs e o Governo em “The Message”. Hoje, é possível perceber que ela não poderia estar mais certa. Para encerrar isto, não há como ser fã de Death Grips e seu brilhante The Money Store, mas não comprar as ideias que M.IA. apresentou aqui. Podem não ter sido da melhor forma executadas, mas ficar parado enquanto ouve “XXXO” ou “INTERNET CONNECTION”, uma banger sobre ficar sem sinal de rede, soa suspeitosamente estranho e contraintuitivo. — Kaique Veloso.

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Don L: Caro Vapor / Vida e Veneno de Don L

A trajetória artística do rapper Don L assume uma nova forma com a sua mixtape Caro Vapor/Vida e Veneno de Don L que consolida sua carreira solo e reitera sua influência nacional. A confluência de temas românticos e existenciais é um reflexo direto da tentativa do Don L de expor do modo mais real possível o que se passava em seu âmago. Dessa forma, os versos do rapper ganham poder impulsionado por sua honestidade. O projeto vive de inspirações amorosas que passam por transições temáticas: desde o noturno, enérgico e sensual até o melífluo e imaginativo. Como propriedade basilar, o existencialismo lírico garante maior profundidade sobre o que é rimado, atrelado à experiência de quase-morte do artista nordestino. O intento de Don L é inigualável, fato que se comprova com a coesão e relevância lograda com a obra por sua precisão em converter a efemeridade emocional em composições crônicas e um instrumental vivaz. — Isaías Fontes

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Jaloo: #1

Jaloo chegou à cena musical de forma sutil, com poucos lançamentos, entrevistas, interações em redes sociais e assim foi construindo seu nome e conquistando fãs pelos fóruns de música. Mas somente com seu primeiro disco, o artista conseguiu atingir novos patamares artísticos. #1 é um álbum recheado de música regional, ao mesmo tempo em que implementa inspirações em Grimes, Madonna e Charli XCX. Tudo nele soa fresco, mesmo 8 anos após seu lançamento. Em canções como “A Cidade” — escrita por sua amiga Mc Tha e produzida por Gorky — e “Insight”, fica nítida essa ambição por algo maior, sem ignorar suas raízes; pelo contrário: as abraça com maestria, incorporando tecnobrega e música romântica em um álbum que, de primeira vista, parece apenas mais um do pop brasileiro. — Kaue Santana

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Adele: 25

Vencedor da categoria “Álbum do Ano” da polêmica edição do Grammy de 2017, 25 marca o retorno de Adele após o triunfal 21, que foi o maior sucesso da década e trouxe a artista a um patamar dificilmente alcançado por outros artistas. Com tudo isso, em 25, a artista teve o desafio de continuar com o êxito de sua última era. E, de forma bem sucedida conseguiu mantê-lo logo na primeira semana bateu recordes como o de maior venda na primeira semana nos EUA, por exemplo. Com grandes nomes na produção como Greg Kurstin, Max Martin, Mark Ronson e Shellback, 25 é um álbum bem coeso e polido. A produção é semelhante a de 21, que consiste em baladas românticas e melancólicas, além de servir vocais poderosos. Adele escreve sobre romances, decepções, maternidade e passagens de sua vida. Essas são letras tocantes que emocionam quem ouve e que dão a 25 grande riqueza em lirismo, além de mostrar que Adele pode fazer ótimas músicas sobre relacionamentos. — Lucas Lima

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Mitski: Puberty 2

Mitski é, antes de tudo, uma formadora exímia de metáforas culturais. Sentimentos, situações e construções sociais, que são complexas e nebulosas demais para serem descritas, se tornam sínteses musicais poderosas e arrebatadoras nas suas mãos. Numa efusão de trabalhos autorais que exploravam o aspecto da identidade, do ser, Puberty 2 é um produto indispensável desse ecossistema que as cenas musicais estavam formando na época. Refletindo passado e presente, a cantora nipo-americana compacta todas as vértebras da espinha dorsal do disco em seu título: ele está refletindo sobre os traumas e questões de uma fase turbulenta, que insistem em permanecer na vida adulta. Ela também vive (ou, ao menos, tenta) suas aventuras amorosas com esse espírito adolescente, intenso e borbulhante. Mas, dessa vez, é diferente: o não-pertencimento, a desilusão e seu repertório tomam consciência e se expandem através de guitarras dilacerante, vocais melancólicos e franqueza lírica, e isso é tratado em diferentes níveis e nuances. “Happy” alimenta os seus ciclos obsessivos de tristeza através de alegrias fugazes e foleys imitando sons de trem, mas “My Body’s Made of Crushed Little Stars” não tem rodeios: o eu-lírico quer viver o mundo, mas está inerte e sem perspectiva. É um álbum poético e cru, em que os dilemas se apresentam incapazes de ignorar ou fugir — o eu-lírico terá que lidar com eles. A partir daqui, Mitski ganhou projeção e começou a solidificar seu legado enquanto compositora, instrumentista e voz latente do rock da última década, que anda tentando se renovar por meio de novas perspectivas. — Felipe Ferreira

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PJ Harvey: Let England Shake

Gravado em 2010 numa igreja em Dorset, cidade natal da cantora, e lançado no inverno inglês de 2011, Let England Shake, o oitavo álbum da cantora e compositora britânica Polly Jean Harvey, veio se propor a fazer exatamente o que o seu título sugere: chacoalhar os pilares da Inglaterra. Cantando os horrores da Primeira Guerra Mundial, PJ explora com letras melancólicas, irônicas, mas, acima de tudo, fielmente realistas, como o conflito devastou o ocidente, focando seu olhar na destruição das paisagens pastoris inglesas e, principalmente, na morte de milhares de inocentes em nome de uma causa que, por vezes, eles mesmos desconheciam. Mediante melodias extremamente bem feitas e estruturadas, a cantora escancara para o mundo ouvir aquilo que já é sabido, mas que muitos preferem esconder: que as fundações da Inglaterra moderna foram construídas pelo sangue de inocentes e forjadas no fogo de uma guerra que modificou permanentemente o mundo como conhecemos. — Roger Chiquetto

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Troye Sivan: Bloom

Bloom, como diz o nome, foi o álbum que fez Troye de fato florescer como artista. Depois do melancólico Blue Neighbourhood, criado a partir de uma perspectiva angustiada e imatura, o artista trouxe, em seu segundo disco, um material tão confessional quanto, mas agora trazendo o amor e o sexo como principais pilares. “Come on, baby, play me like a love song / Every time it comes on / I get this sweet desire”, canta ele na faixa-título, que fala abertamente sobre se descobrir sexualmente. Dessa forma, mais uma vez Troye mostra sua capacidade de captar perfeitamente as sensações vividas por homens gays de vinte e poucos anos. Bloom é uma honesta e apaixonante jornada de amor, descobertas e libertação. — Lucas Souza

127

Pitty: Matriz

Quando Matriz foi lançado em 2019, o Brasil se encontrava em um caos completo. Poucos meses após a vitória do ex-presidente Bolsonaro, a polarização atingia o seu ápice — até o momento — e as desavenças pareciam ter tomado conta do país tropical. Contudo, Pitty lança este álbum que nos traz reflexões sobre amor, liberdade, política, sexo e principalmente, autoconhecimento. Composto por diversas facetas da artista, desde o reggae, em “Te Conecta”, até o rock já tão conhecido, em “Ninguém é de Ninguém”, em Matriz existe um desejo de reinvenção e de mostrar um futuro brilhante que vem pela frente, com amor, compreensão e felicidade, mostrados em canções como em “Para o grande amor” e “Motor”. Uma peça importante do projeto, é que, por mais que amar seja importante e vital para nós como seres humanos, nos conhecer e saber de onde viemos é ainda mais. Por isso, a cantora homenageia a Bahia na faixa “Bahia Blues” e alerta a si mesma em “Submersa”. Apesar dos rumos do Brasil não terem seguido o que dizia Matriz, é lindo ver o quão desenvolvido o país parecia nos olhos da cantora, em meio a tanto caos. — Kaue Santana

126

Carly Rae Jepsen: Dedicated

Dedicated, ao contrário do que muito se pensa e diz nas comunidades de música em fóruns da Internet, não se trata de apenas uma coletânea de ideias descartadas de E•MO•TION por parte de Carly Rae Jepsen. É um álbum pop muito bom e de grande personalidade. Tendo incluso, apenas na versão original, elementos de reggaeton, em “Too Much”, synth funk, na faixa “No Drug Like Me”, electro-disco, synthpop bastante imponentes, cuja colocação traz consigo uma abrangência incrível de tons e subtons; criando, dessa maneira, uma obra de arte alegre, volumosa, colorida e muito divertida, cuja sonoridade dá continuidade a clássicos, como “Run Away With Me”, que a cantora criou antigamente. — Bruno do Nascimento.

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Teto Preto: Pedra Preta

A Mamba Negra é um elemento importante da efervescente cena LGBTQIAP+ de São Paulo. Além de uma festa, ela também é lar de diversos artistas, grupos e coletivos musicais, que contribuem diretamente com a cena do techno, da música eletrônica e experimental brasileira. Teto Preto nasce do seio da Mamba Negra, e se desenvolve como um agregado potente envolto de paixão e revolta. Teto Preto é intimidador, avassalador e confiante, tudo na mesma medida. Dialogando com o caótico Brasil de 2018, as músicas carregadas de inventividade passeiam pela dosagem certa de teor político, acidez e reconstrução. É um álbum que não deve ser encarado como um produto do seu tempo, mas sim como o legado de que sempre é possível extravasar a fúria e, assim, buscar esperança. — Felipe Ferreira

124

Björk: Biophilia

Biophilia é um álbum muito importante na discografia de Björk, nele a artista esboça toda sua criatividade, cria algo bem diferente do que já havia feito em sua carreira e impressionante. Na época em que a artista começou a escrever as músicas do álbum, a Islândia, seu país, passava por uma crise financeira, que estava prejudicando o meio ambiente do país, então Björk resolveu escrever sobre isso. Na sua escrita, a cantora misturou elementos da tecnologia com a natureza; em sua produção, vemos a música eletrônica em abundância, e alguns toques de sinos e harpas, algo semelhante ao seu disco Vespertine, de 2001. A artista consegue conectar sua música ao ouvinte com sua potente voz e seu lirismo inteligente e atrativo, de forma que faz Biophilia um dos destaques em seu catálogo. — Lucas Lima

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Perfume Genius: No Shape

O quarto disco de Mike Hadreas sob o nome artístico de Perfume Genius, No Shape, pode ser facilmente atestado como um dos projetos pop mais vanguardistas da última década. Deixando de lado o aspecto mais áspero, ainda que brilhante, de Too Bright (2014), Hadreas faz de No Shape um álbum sobre amor e crescimento testemunhado a partir da visão de um artista em seu estado criativo mais ambicioso. Sua capacidade de transformar dor em beleza é um processo catártico de cura, enquanto ele discorre sobre amor e devoção. Seu som, por outro lado, é uma fusão (quase) perfeita entre as mais diversas facetas em potencial e signos da música pop. “Slip Away” é uma história de amor proibida contada por puxões em cordas de aço, enquanto “Alan” é a declaração amorosa mais direta que Mike já fez. Em outra instância, “Go Ahead” é mais calma e sofisticada, ao passo que “Die 4 You” é sedutoramente sonhadora. No Shape encerra com Hadreas dizendo: “I’m here / How weird”, provando que a beleza mais memorável é aquela encontrada longe do comum. — Leonardo Frederico.

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Lana Del Rey: Honeymoon

Em 2015, Lana lançava “High By The Beach”, como lead single do álbum Honeymoon, a música se caracterizou como o alt-pop mais comercial e acessível da cantora, mantendo, claro, a originalidade da artista em seus versos e vocais. Contudo, o álbum soou nada como a canção, oferecendo baladas sombrias, retumbantes e ainda mais cinemáticas que aquelas de Born To Die. Neste projeto, Lana explorava frustrações românticas, e um pouco de suas decepções pessoais, ao mesmo tempo em que parecia usufruir do histórico de Los Angeles para mistificar ainda mais sua história. — Gabriel Becker

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my bloody valentine: m b v

Existe um momento muito complicado para uma banda: quando seus primeiros trabalhos são tão magníficos e incomparáveis que o lançamento de um sucessor se torna um ato de coragem do qual emergem comichões pelo corpo de qualquer um. Essa foi a situação bastante particular para as estrelas do shoegaze my bloody valentine e seu terceiro álbum de estúdio e primeiro em mais de 20 anos m b v. Este é um disco no qual se pode perder a noção do tempo e da realidade em meio à maré das guitarras sensuais, hipnóticas e fascinantes. Ouça “new you”.  — Kaique Veloso

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