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Bebé Yana, foto via Instagram pessoal; Billie Eilish, foto por Kevin Winter; FLO, capa do EP 'The Lead'; Juçara Marçal, foto por Pablo Saborido; NewJeans, crédito da Hybe; Onew, crédito de SM Entertainment; Red Velvet, crédito de SM Entertainment; Seulgi, crédito de SM Entertainment; Sevdaliza, capa do EP 'Raving Dahlia'; Two Shell, crédito de Hash Brand New;
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Os 10 Melhores EPs de 2022

Apresentando a lista dos melhores EPs de 2022, contando com BEBÉ YANA, Billie Eilish, Red Velvet, NewJeans, Two Shell e mais!
POR SoundX Staff
dezembro 7, 2022

Embora 2022 tenha sido o ano da retomada ao que começamos a chamar de “normal”, com artistas veteranos lendários lançando novos materiais e a indústria musical amplamente voltando aos eixos, diversos calouros surgiram nesses últimos meses. Os EPs, por sua vez, pelo menos nas últimas décadas, com a forte popularização do consumo digital de música, tornaram-se a porta de entrada para artistas amadores e independentes lançarem seus primeiros trabalhos. Porém, também se manteve um molde para lançamento de criações de conceito de curto alcance, ou, ainda, de lançar aquele material escondido do último registro. Nesse sentido, torna-se importante olhar com carinho para os EPs da mesma forma que fizemos com álbuns e músicas: segue nossa lista com os 10 melhores EPs de 2022.

10

Juçara Marçal, EPDEB

Inevitável não destacar a energia e a voz poderosa de Juçara Marçal dentro de suas canções, ainda mais depois do seu grande projeto de destaque Delta Estácio Blues, de 2021. Em seu novo trabalho EPDEB (EP Delta Estácio Blues), a artista colocou quatro canções que não entraram no seu antecessor. Nesse sentido, nota-se a forma em que ela dá continuidade ao seu grandioso repertório, diante de assuntos que se conjugam, além de explorar ritmos e instrumentais muito bem desenvolvidos, o que mostra como a sua força transpassa dentro das canções de forma cativante e faz com que o ouvinte aprecie e experiencie a obra que explora o particular dela. — Brinatti

9

Onew, Dice

DICE é a renovação da vontade própria que Onew busca mostrar sobre o quão pode ir além do que é esperado. Isso fica evidente em “In the whale”, canção que encerra o disco da forma que começou: com muita vida e uma dosagem extra de ritmos e sons que o artista já havia explorado ao lado dos seus companheiros de grupo no SHINee. Mas, aqui, em vez de referenciar o que já fez antes, ele resolve começar do zero e o resultado, é um dos mais interessantes discos de k-pop de 2022. — Matheus José

8

Flo, The Lead

Em um dos debuts mais cativantes do ano, o grupo britânico FLO superou as expectativas com seu EP de estreia, The Lead. O trabalho impressiona tanto pelos vocais destemidos e harmônicos, como também pela produção apurada que mescla nostalgia e influências contemporâneas, sendo capaz de agradar os mais diversos públicos. O projeto representa não apenas um resgate dos tempos áureos do R&B, mas um forte potencial de revitalizar o gênero, que hoje se sustenta com poucos grandes nomes dentro do mainstream. — Lucas Souza

Capa do mini album 28 Reasons, de Seulgi. No centro da foto, vemos um espelho de adornos que remetem ao art nouveau, onde há uma fotografia da cantora de costas. Ela é uma mulher asiática amarela, de cabelo preto longo e que está usando um conjunto preto, com parte das costas nuas. Ela está encarando uma parede vermelha. O espelho está posto numa mesa preta, em que há algumas maçãs vermelhas espalhadas. Abaixo, informações sobre o álbum.

7

SEULGI, 28 Reasons

Poucas pessoas trilham sua carreira no k-pop como BoA e IU, que já iniciaram como solistas. Então, quando qualquer idol anuncia sua estreia solo, a indústria e os fãs fermentam expectativas. Acostumados a verem anos de trabalho em grupo, muitas vezes com vários integrantes sem gestão adequada, é a grande oportunidade de demonstrar autenticidade, explorar talentos e amplificar sua persona em novos horizontes. Seulgi, do Red Velvet, distribui todas as suas forças criativas em 28 Reasons, seu primeiro EP. Um projeto irrigado pelas suas referências cinematográficas e participação ativa em todos os processos conceituais, estéticos e musicais, ela se debruça em paletas mais sombrias e altamente provocativas. Com faixas sólidas que caminham pela confluência dos ritmos pop e R&B na maioria das vezes, Seulgi é um potencial emergente, que pode oferecer uma trajetória imperdível de se acompanhar a partir daqui. — Felipe Ferreira

6

Sevdaliza, Raving Dahlia

Acompanhar os lançamentos da Sevdaliza é um tanto prazeroso porque dificilmente o ouvinte sente a escassez de algo feito com os teores ambiciosos  e  revigorantes. No EP Raving Dahlia, ela, mais uma vez, consegue passar isso e mostrar claramente um projeto fluido. A artista aborda diversas questões relacionadas a sua introspecção e, aqui, faz com que o ouvinte adentre a sua particularidade. Em um curto espaço-tempo, os versos articulam perfeitamente a sonoridade e gêneros musicais que se intercalam do trip-hop ao indie rock e do R&B ao folk, em que se estabelece uma sensibilidade, dando ênfase ao seu sentimento e traz o processo de cura, auto pertencimento e aceitação sobre as suas fragilidades em relação à indústria da música. — Brinatti

5

Two Shell, Icons

O grupo misterioso Two Shells, natural de Londres, começa a desenhar o que pode ser uma tendência futura da música eletrônica. Isso, é claro, sem deixar que mostrar que seu recente EP, Icons, tem bases fortes em suas referências, como nos vocais agudos característicos de SOPHIE e nos longos sets de batidas e distorções notórios de baladas experimentais. — Kaique Veloso

4

BEBÉ YANA, SPACE MULAN

Um dos problemas recorrentes do k-pop é a ausência de espaço para artistas independentes ou que, de certa forma, não correspondem aos padrões de estilo e de conformidade de gêneros musicais no qual essa indústria ficou mundialmente conhecida. Em uma das raras ocasiões, BÉBE YANA, ex-EvoL, é apontada como um dos nomes que têm se revelado  essenciais na criação de um meio alternativo e livre das convenções burocráticas desse mercado tão desafiador quanto inóspito para solistas como ela. Em SPACE MULAN, a cantora mostra que precisou causar mudanças bruscas em si mesma para fazer aquilo que achava ser correto, de maneira parecida com que a personagem Mulan, do filme homônimo da Disney, fez. Agora, distante do meio idol, ela experimenta uma dezena de novas formações musicais, ousando e inovando dentro deste espaço tão apertado e sempre ocupado por nomes vindos das grandes empresas. — Matheus José

3

Red Velvet, Feel My Rhythm

Entre tantos adjetivos, a sofisticação é uma gema ignorada pelo atual momento da música pop sul-coreana. As experimentações eletrônicas tomam a linha de frente, em detrimento de arranjos latentes quase empoeirados. Porém, vez ou outra, há aqueles que estão preparados para se aventurar em cenários que poucos enxergam. Red Velvet é um grupo reconhecido por sua discografia de excelência, que aguça e maximiza a qualidade dos conceitos apresentados. Dessa vez, a sofisticação, elegância e sutileza caracterizam Feel My Rhythm, o melhor registro compacto (chamado de mini album em seu contexto) já lançado pelo quinteto. A sequência de seis faixas transborda esmero e coesão, sem desfoque. Enquanto “Beg For Me” aflora os ânimos sem perder a compostura, “Good, Bad, Ugly” é proprietária de uma delicadeza preciosa e raríssima do seu gênero, e “In My Dreams” encerra de maneira sublime, mágica e também melancólica. É um aperfeiçoamento charmoso e vital da união dos dois conceitos-chave característicos (red e velvet) do grupo, transformando o projeto numa peça simbólica e indispensável. — Felipe Ferreira

2

Billie Eilish, Guitar Songs

Um pouco menos de um ano após o lançamento de Happier Than Ever, segundo álbum da cantora, Billie retorna com um curto mas excelente EP, o qual é seu melhor trabalho artístico até então. Enquanto, em seu registro anterior, era possível ver certas faixas flertando com a música folk, em Guitar Songs ela abraça completamente o gênero e consegue trazer algo ainda mais fascinante no estilo musical, entregando um projeto admirável em diversos aspectos. Sua produção é o que menos surpreende, no entanto, ainda assim é um ponto no qual é entregue excelência, com Finneas fazendo a utilização de elementos do estilo musical ao produzi-la adoravelmente. Já a performance vocal de Eilish e as composições das músicas são os fatores que mais tornam Guitar Songs excepcional, sua voz nunca havia soado tão encantadora e amável quanto aqui, e, nas duas canções que compõem o extended-play, estão presentes as melhores composições de sua carreira, dando destaque à “The 30th”, na qual a artista relata a ocorrência de um acidente com uma pessoa que ela gostava bastante de maneira sublime, com O’Connell conseguindo passar por meio da letra todos seus sentimentos e pensamentos com relação ao ocorrido: “And I know you don’t remember calling me / But I told you even then you looked so pretty / In your hospital bed, I remember you said / You were scared / And so am I”. — Davi Bittencourt

1

NewJeans, New Jeans

NewJeans foge dos algoritmos do k-pop e faz da sua estreia, incrivelmente ambiciosa, um marco definitivo da quarta geração. Inspiradas em transmitir um sentimento de juventude repleto de texturas musicais confortáveis, o primeiro disco delas, New Jeans, emerge disposto a orbitar em seu próprio eixo. Deixando de lado canções com camadas eletrônicas e figuradas na agressividade de tons desarmônicos, elas apostam, então, no R&B referente aos anos 90 e 2000, além de, é claro, na simplicidade de melodias suaves, com vocais aveludados e que parecem permear apenas aquilo que soa refrescante aos nossos ouvidos. — Matheus José

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