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ANTIFRAGILE

2022 •

HYBE/SOURCE MUSIC

6.1
ANTIFRAGILE é um material sem muitos destaques para além da sua faixa-título. O LE SSERAFIM deveria aprender a evitar desperdícios como faz o IVE.
LE SSERAFIM - Antifragile

ANTIFRAGILE

2022 •

HYBE/SOURCE MUSIC

6.1
ANTIFRAGILE é um material sem muitos destaques para além da sua faixa-título. O LE SSERAFIM deveria aprender a evitar desperdícios como faz o IVE.
20/10/2022

Embora tenha feito uma das estreias mais indiferentes por um artista feminino no k-pop, o LE SSERAFIM conseguiu atrair o máximo de atenção necessária para que o mais recente lançamento do grupo pudesse contemplar um número maior de pessoas. Este feito se deve, também, à polêmica envolvendo a expulsão da ex-integrante Garam, que respondeu acusações por praticar bullying com um de seus colegas de classe. Ainda que tenham sido marcadas precocemente com esse tipo de controvérsia, felizmente, o LE SSERAFIM seguiu com a cabeça erguida e, agora, finalmente, fazem o primeiro retorno oficial depois da lancinante estreia em maio deste ano.

Mas, ao contrário do nome, o novo registro promovido por elas, ANTIFRAGILE, é um material abruptamente frágil e sem muitos destaques para além da sua faixa-título. Aqui, as escolhas sonoras partem de um princípio muito vago sobre diversidade sonora, pois, como sabemos, a presença de diversos ritmos em uma obra nem sempre será sinônimo daquilo que chamamos de bagagem musical. 

Por sorte, a presença determinante de alguns elementos extras permite fazer com que o disco seja, pelo menos, mais aproveitado. Na abertura, “The Hydra”, nos deparamos com uma narração composta por três idiomas, sendo eles o inglês, coreano e o japonês. Entre ganchos de bass house, as integrantes transmitem uma mensagem valorosa: a de que não importa o tombo, elas sempre darão um jeito de se reerguer e superar qualquer desafio com força. Um pontapé inicial excelente dado o contexto em que esse lançamento acontece. Na sequência, a faixa-título, “ANTIFRAGILE”, uma das melhores canções postadas em elementos latinos no k-pop, desperta ainda mais o interesse acerca do que o grupo é capaz de apresentar. Composta por Isabella Lovestory, a peça em questão exibe batidas sensuais ao passo em que a letra tenta expor a ideia de que podemos crescer e aprender com as dificuldades oferecidas em tempos difíceis.

Profundo e devidamente viciante, o início do EP, com “The Hydra” e “ANTIFRAGILE”, é esperto e assertivo, entretanto, incapaz de relevar a péssima escolha envolvendo as demais faixas. “Impurities”, por exemplo, além de quebrar o ritmo, também foge da originalidade das suas antecessoras, servindo um R&B genérico com uma progressão delicada, mas desinteressante. O destaque fica para os créditos de composição com o nome da integrante Yunjin. Em seguida, “No Celestial” dá continuidade aos erros. Nessa, o pop punk esvaziado de sentidos não consegue acrescentar absolutamente nada na narrativa, é uma música completamente descartável. “Good Parts (when the quality is bad but I am)”, encarregada de encerrar o projeto, segue na mesma linha que “Impurities”, porém, um pouco mais sem graça.

Dessa forma, não restam dúvidas que ANTIFRAGILE renderia mais brilhosidade a este retorno caso fosse um single-álbum com apenas as duas primeiras canções. E mesmo que este formato esteja longe de obter um impacto comercial semelhante ao de EPs e LPs, ele, por outro lado, tem ótimas compensações para certas abordagens musicais comprometedoras. O IVE, por exemplo, entendeu essa função muito bem, o LE SSERAFIM, assim como outros grupos, talvez, devesse se espelhar nelas.

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