Color
2022 • K-POP/POP • Woollim
POR DAVI BITTENCOURT; 21 DE ABRIL DE 2022
7.8

Após o disband do IZ*ONE, as ex-integrantes do projeto seguiram rumos artísticos distintos. Enquanto Wonyoung e Sakura se tornaram parte de outros grupos, o IVE e o LE SSERAFIM, respectivamente,  outras seguiram carreira solo, como Jo Yuri. Kwon EunBi também tornou-se uma solista após o fim do girl group formado pelo Produce 48, tendo sua estreia com seu mini-álbum Open, o qual ao passo que sua faixa principal era uma ótima canção, o resto infelizmente não conseguia manter o mesmo nível de qualidade, já que grande maioria das músicas do registro eram medianas e esquecíveis. Contudo, em Color, a artista mostra uma evolução em sua discografia com um disco que, diferente de seu primeiro lançamento, conta com ideias interessantes não apenas no single, mas também em suas b-sides.

Em Color, Kwon EunBi aposta, especialmente em sua primeira metade, em uma utilização da música eletrônica com uma abordagem experimental que funciona bastante. Duas canções se destacam nesse aspecto, sendo essas a faixa introdutória, a qual inicia-se como uma balada formada por pianos e instrumentos de orquestra, porém que ao longo dela tomam um rumo diferente ao serem adicionados glitchs, tornando-a um fascinante glitch-pop. “Glitch”, por sua vez, em que, ao fazer uma ótima utilização de influências do hyperpop, a artista consegue entregar uma das melhores tentativas dentro do k-pop de trazer um experimentalismo.

Enquanto sua primeira metade era marcada por experimentações em gêneros musicais eletrônicos, após “Magnetic”, o registro perde totalmente o som que era possível perceber em seu início e se torna um disco formado por baladas, o que é um problema, já que isso, além de causar uma quebra de ritmo, mostra uma qualidade inferior à que era perceptível nas músicas anteriores. Contudo, embora as canções mais lentas formem o pior momento de Color, o mini-álbum ainda traz nelas algo bom ao entregar faixas vocalmente e sonoramente encantadoras.

“Speed Of Love” e “Colors” exemplificam bem, como nas faixas lentas, o disco ainda consegue trazer uma boa qualidade. A primeira citada é uma balada com inspiração no Jazz bastante sofisticada e bela, já a segunda se destaca por conter uma das melhores performances vocais do mini-álbum. Por sua vez, “OFF” é a pior de Color, entretanto, até mesmo os momentos de menos destaque conseguem entregar algo satisfatório já que, embora soe um pouco apagada dentro do registro, ainda é uma canção carregada de beleza sonora que encerra bem o EP.

Se em sua estreia, Kwon EunBi não havia mostrado todo seu potencial como artista solo, em Color, a solista mostra uma grande evolução em sua discografia ao trazer o melhor disco de alguma ex-integrante do IZ*ONE pós-disband do grupo. Embora o mini-álbum sofra de certos problemas em sua segunda metade, o projeto impressiona com a cantora fazendo uma surpreendente utilização de influências do hyperpop e glitch-pop que resultam em canções fascinantes .