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Diamonds & Dancefloors

2023 •

Atlantic

7.2
Mais consistente do que no primeiro álbum, Ava Max transforma a basicidade em sua assinatura e faz das pistas de dança um agradável refúgio.
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Diamonds & Dancefloors

2023 •

Atlantic

7.2
Mais consistente do que no primeiro álbum, Ava Max transforma a basicidade em sua assinatura e faz das pistas de dança um agradável refúgio.
01/02/2023

Muito se fala em nomes da indústria fonográfica atual que se reinventam a cada trabalho. Indubitavelmente, é o caso de Beyoncé ou ROSALÍA. Mas não é o de Ava Max. A cantora de 28 anos, cujo primeiro grande hit foi “Sweet But Psycho”, em 2018, vem trilhando, até então, um caminho bastante linear na cultura pop, com gravações que, embora quase sempre sem muita substância, são genuinamente cativantes. E isso se confirma mais uma vez com seu segundo álbum de estúdio, Diamonds & Dancefloors. 

Após um divertido, porém efêmero, primeiro disco, o Heaven & Hell, era incerto dizer se Ava tinha ambições maiores para o projeto seguinte. O registro, que chegou a ser anunciado para outubro do ano passado, tem alguns dos mesmos defeitos. Um deles é soar repetitivo, o que torna a escuta um tanto quanto enfadonha em alguns momentos. Max não hesita em ser redundante. Afinal, uma parte significativa do material aqui presente poderia estar em seu antecessor. É o caso do carro-chefe da era, “Maybe You’re The Problem”, mas também de “Weapons” e “Million Dollar Baby”. Não que sejam ruins, porém, evidenciam uma aparente falta de vontade de sair da zona de conforto e, dessa forma, se distanciar do que já foi feito anteriormente.

Entretanto, a artista se mostra ligeiramente mais à vontade com o próprio som do que em relação ao seu trabalho de estreia. Essa segurança pode ser observada, principalmente, em “Ghost”, a melhor das 14 canções e uma das mais reluzentes de toda a trajetória musical da estadunidense. Além de um contraponto ao synthpop, que tanto aparece ao longo do material, a fusão entre o house e o eurodance é um sedutor convite ao ouvinte para se esbaldar nas pistas de dança dos anos 90. Outros destaques positivos são a faixa-título, “Cold As Ice” e “Dancing’s Done” — que encerra o álbum de forma bastante competente. 

Ao longo de quase 40 minutos de duração, mesmo que fique evidente que Ava Max não traz absolutamente nada de novo, tanto à sua discografia quanto à música pop em si, tampouco aparenta ser uma de suas pretensões. Diamonds & Dancefloors é, sim, um registro básico e não seria capaz de surpreender nem mesmo um fã da cantora. Ainda assim, consegue ir bem no que se propõe a ser: uma coletânea de canções enérgicas imersas no escapismo. Faltou ousar mais, mas tem vigor e efervescência de sobra. Se esse é o máximo de excelência que a artista é capaz de alcançar, apenas o tempo dirá. Todavia, pode ser considerado o maior acerto de sua carreira até então.

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