8 Melhores Clipes de Setembro de 2021

POR MATHEUS JOSÉ/KAIQUE VELOSO; 5 de OUTUBRO de 2021

Alguns dos melhores destaques do ano tiveram sua estadia em setembro. Dito isso, aqui estão listados os melhores videoclipes e projetos visuais desse mês que passou rápido, mas deixou boas marcas.


https://www.youtube.com/watch?v=Cqxto7p13zo
“Bang Bang”
08

Quando Pabllo Vittar chega num lugar, ela capta toda a atenção e hipnotiza quem ousar lhe encarar. O clipe de “Bang Bang” é dinâmico: as imagens são ágeis e têm uma preferência por cores vibrantes e sensuais. Tudo cria essa atmosfera tão natural aos bastidores de um show de Vittar que o clipe parece ter sido gravado de uma só vez. Sem ensaio. O resultado é efervescente. — Kaique Veloso

Direção: Vinícius Cardoso


“Anjos Tronchos”
07

Caetano Veloso está de volta, e é isso o que importa. Encurralado por seus próprios reflexos no vídeo de “Anjos Tronchos”, ao passo que canta e concatena suas ideias sobre a modernidade, a tecnologia — e quem se beneficia dela — e as redes sociais, Caetano aparece ligeiramente robótico em um lugar sóbrio. Dê uma sala preta a Veloso, e ele lhe trará uma intrigante peça de arte, ainda referenciando a mais nova gigante do pop Billie Eilish. — Kaique Veloso

Direção: Fernando Young e Del


“BAD LOVE”
06

Sintetizadores alinhados ao desejo de repor suas energias e uma estética Sci-fi, são duas coisas que acabam dando vida ao novo clipe do cantor sul-coreano Key, um dos solistas mais interessantes do K-pop. Em “BAD LOVE”, ele mistura angústia e dor com paixão, o resultado desse experimento parece dar certo, de modo que o vídeo dedicado à canção suprime de maneira positiva toda a proposta levantada em seu lançamento, que, por sua vez, é enriquecido pelo que há de melhor na produção recheada de detalhes e de cenários pra lá de hollywoodianos. — Matheus José


“Sangrando” (ft. Potyguara Bardo)
05

Descrito como: “Sofrência moderna que prova que Romeu e Julieta podem ser uma drag queen e uma mulher preta”, o clipe de “Sangrando”, dueto entre Gaby Amarantos e Potyguara Bardo, presente no álbum Purakê, chama atenção por remontar exatamente essa descrição, porém, com acréscimo de elementos surrealistas, os quais contribuem ainda mais para a construção do sentimentalismo cheio de sofrimento e amor, duas coisas exploradas de maneira divertida e, principalmente, exagerada — sendo o exagero uma peça essencial nessa obra, longe de ser algo negativo. — Matheus José

Direção: Rodrigo de Carvalho


“Before You Gotta Go”
04

Uma certa controvérsia envolve o clipe de “Before You Gotta Go”, dirigido por Claudia Sangiorgi: aparentemente, a banda Quivers entrou em contato para conversar sobre as similaridades existentes entre aquele e o seu video para seu single “You’re Not Always On My Mind”, dirigido por Nina Renee. Ambas Courtney e Claudia reconhecem as notáveis características comuns, apesar de afirmarem não haver inspiração por sua parte. Polêmicas à parte, o material visual de Barnett é interessante, pois, ao sair ao mundo, registrando sons da natureza para o que se chama de field recording, os objetos que têm o microfone voltados a si adquirem tom arroxeado. É como se tirar a música das coisas fosse o mesmo que tirar sua vida, sua essência. Música é vida, é essência. — Kaique Veloso

Direção: Claudia Sangiorgi


“Have Mercy”
03

Após ter se tornando um viral no TikTok antes mesmo de ser lançada, a canção “Have Mercy” — primeiro trabalho solo de Chlöe, da dupla Chlöe x Halle — surgiu oficialmente acompanhada de um vídeoclipe verdadeiramente completo, digno de uma estreia cheia de potencial e repleta estima por parte da produção e dos elementos perfeitamente encaixados em poucos minutos de pura imersão e de coreografias, criadas para dar ênfase na sensação transmitida pela musica. — Matheus José

Direção: Karena Evans


“歡迎光臨 (You Are Welcome)”
02

Nesse clipe, a veterana do C-pop Bibi Zhou divide espaço com Vinida Wang para uma parceria que vai além dos planos da relação bastante contida demonstrada ao longo do vídeo, onde juntas, elas mergulham numa realidade repleta de referências à cultura Queer, tudo sob um ponto de vista curiosamente postado em detalhes e pequenas alusões. E, apesar das insinuações, em todo momento é possível sentir a mensagem transmitida por elas, o que acontece graças à produção e ao desenvolvimento emocionante da história protagonizada pelas duas artistas, que unidas, formam uma combinação perfeita. — Matheus José

Direção: Zhao Dan


“Good Ones”
01

“Good Ones” abre as portas de um novo rumo na carreira de Charli XCX. E para esse acontecimento, todos os detalhes — seja na produção musical, até a estética do clipe — fazem a diferença. Nesse sentido, a atmosfera fúnebre, em contraste com o pop borbulhante, geram momentos dos quais só podem ser encontrados em uma obra como tal. A direção assinada por Hannah Lux Davis acaba sendo um fator determinante na forma que os takes — grande parte deles gravados no México — se desenvolvem diante da proposta, que, apesar de soar bastante batida, recebe um tratamento único e distante de tudo já feito em igrejas e cemitérios. E como se não bastasse toda atmosfera perfeitamente desenvolvida, além da ótima produção, Charli aparece deslumbrante e pronta para encarar de vez a sua nova persona: uma grande pop star. E se depender do clipe, ela definitivamente já é uma. — Matheus José

Direção: Hannah Lux Davis